domingo, 8 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Fusca Automático ?!?!


Carros pequenos com câmbio automático são pouco comuns em nossas ruas. O que dizer de um Fusca com dois pedais? Eles são raros em todo o mundo e, no Brasil, quase ninguém ouviu falar neles.
Se encontrar um Fusca automático é raro, achar dois numa só garagem é, pelo menos, inesperado. O jornalista e colecionador Gabriel Marazzi conseguiu a façanha de reunir um 1970 branco e um 1971 azul-marinho, os dois em perfeitas condições.


Para americano guiar

O chamado Beetle automático, na verdade um semi-automático, surgiu em 1968, numa tentativa de impulsionar as vendas do Fusca no mercado norte-americano, que na época estavam no auge. Foi uma boa idéia, muito bem executada tecnicamente mas, do ponto de vista comercial, não ocasionou a reação esperada: em poucos anos a VW foi atropelada nos EUA pela nascente invasão japonesa, com modelos mais modernos e atraentes.
O engenhoso sistema criado pela fábrica alemã driblava uma séria dificuldade, na época. Os câmbios automáticos convencionais, naqueles tempos pré-informática, só funcionavam bem em dupla com motores grandes, com muito torque em baixas rotações. Bem diferentes dos que a VW fazia na década de 1960.

Batizada de Stick Shift, a nova transmissão eliminava o pedal da embreagem e, apesar de ter três marchas para a frente, possibilitava ao motorista, na prática, usar apenas uma ao rodar na cidade. Tudo o que os americanos que, já desde o final da década de 1950, haviam desaprendido a usar o câmbio, precisavam para gostar ainda mais do Volkswagen.


Suspensão McPherson nunca chegou aos Fuscas nacionais

Tanto o 1970 como o 1971 passaram por muitas mãos antes de chegarem à garagem do atual proprietário. Na opinião dele, é provável que os dois exemplares, feitos na Alemanha, tenham vido para o Brasil para uso de funcionários de consulados ou embaixadas. A importação normal, na época, elevaria o custo do carro a valores proibitivos, pelos quais seria possível comprar carros mais vistosos do que um VW que, fora o logotipo na tampa traseira, dificilmente seria distinguido dos feitos em São Bernardo do Campo.
Na realidade, independentemente do câmbio, o 1970 feito na Alemanha já tem alguns detalhes diferentes dos brasileiros. O pára-brisa, por exemplo, é ligeiramente curvo, o comando de abertura do porta-malas fica dentro do porta-luvas e o da portinhola do abastecimento de combustível do lado direito, sob o painel.

Originalmente, o carro hoje nas mãos de Marazzi tinha motor com 1.300 cm3, que foi trocado pelo proprietário anterior por um de 1.600 cm3. No ano de sua fabricação, a VW alemã oferecia motores de 1,3 ou 1,5, enquanto o 1.200 cm3 ainda estada presente nas versões mais baratas.

O modelo 1971 é um 1302 S quase totalmente original. As lanternas traseiras e piscas dianteiras mostram tratar-se de uma unidade feita para o mercado americano. O motor tem 1.584 cm3, com 50 cv a 4.000 rpm. O 1302 básico usava motor 1.3, com 44 cv. Segundo a fábrica, o 1302 S automático podia atingir 125 km/h, pouco menos do que os 130 km/h de velocidade máxima do modelo manual. Para chegar a 100 km/h, ele levava longos 23 segundos.

O 1302, lançado exatamente em 1971, marca um momento importante na história do Beetle. Além da inovação da suspensão McPherson e alterações no interior, ele foi o modelo que estabeleceu a marca de 15,007,034 Fuscas fabricados, quebrando o recorde do Ford modelo T, de carro mais vendido na história.

Uma curiosidade: embora não fosse oferecido como equipamento de fábrica, era possível pedir a instalação de ar-condicionado opcional nas concessionárias americanas.

Sem medo de ladeira

Andar num Fusca automático é bem interessante. Fizemos um pequeno passeio com os dois carros, num roteiro que incluiu algumas ladeiras bem fortes. Na saída, depois de uma pequena aula dada pelo proprietário, enfrentamos uma subida cheia de curvas, culminando numa parada num sinal fechado, daqueles que fazem maus motoristas apagarem o motor ao sair.
A recomendação foi usar a marcha “1” que, na realidade, é a segunda do câmbio de três velocidades. “Você não vai precisar usar outra marcha na cidade”, garantiu Gabriel. Ladeira acima, levando uma dupla de repórter e fotógrafo pesos-pesados, o Fusca branquinho 1970, o mais velho da dupla, pareceu nem estar se esforçando para rodar. E a parada no semáforo, seguida por uma forte curva à direita, foi vencida com uma facilidade até ali inesperada.

Antes de chegar ao local escolhido para as fotos, foi preciso “escalar” mais uma rua bem inclinada, a Avenida São Gualter. Mais uma vez, o carro tirou de letra. Se com o mais velho foi assim, com o 1971 não poderia ser diferente. Na verdade, foi até melhor: ele é um 1302 S, da primeira série de Volkswagens equipados com suspensão dianteira tipo MacPherson, um avanço que os Fuscas brasileiros nunca chegaram a receber. Além de um porta-malas maior, a direção é mais leve, é possível fazer curvas muito mais fechadas e a estabilidade teve um ganho acentuado.

Do ponto de vista do câmbio, há uma pequena diferença: no 1971 é preciso pressionar a alavanca para baixo antes de engatar qualquer marcha. Fora isso, o comportamento foi idêntico ao do 1970: o carro se mostra elástico e surpreendentemente ágil.

Me engana que eu gosto

Apesar de não poder ser chamada de automática, na verdade, a transmissão Stick Shift permite que o motorista, na prática, raramente tenha que trocar de marcha. Para sair com o carro, basta escolher entre a ré e uma das três velocidades disponíveis, posicionar a alavanca e acelerar. O carro sai da inércia sem trancos, suavemente e, da mesma forma, ganha gradualmente velocidade respondendo ao acelerador.
O posicionamento das marchas é semelhante ao das transmissões chamadas de universais, com três velocidades. A ré fica à esquerda, na frente; a marcha mais reduzida, na mesma linha, para trás. Ao centro, o neutro e, à direita, segunda, na frente e a terceira, para trás.

No sistema Stick Shift, a marcha mais curta leva a letra “L”, de “load” (carga, em inglês). Ela só deve ser usada em casos especiais como, por exemplo, se o carro estiver com carga total ou rebocando um trailer. Para o uso normal, na cidade, a marcha “1” (na realidade, a segunda) é a indicada, podendo levar o carro até 90 km/h. A “2” (que é a terceira), mais longa, só é necessária acima disso, embora possa ser usada a velocidades menores, com prejuízo da aceleração.


A ré só pode ser engatada com o veículo parado e, como nos Fuscas normais, exige que a alavanca seja pressionada para baixo. Aliás, no modelo 1971, esse procedimento é preciso para selecionar qualquer uma das marchas – talvez um recurso para evitar que motoristas distraídos, ao colocarem a mão no câmbio, acionassem sem querer a embreagem.

Truque mecânico

A transmissão Stick Shift utiliza um câmbio mecânico, basicamente o mesmo dos Fuscas normais da época, só que com uma marcha a menos. O conjunto tem uma embreagem, que é acionada eletricamente sempre que a alavanca for movimentada – engatada a marcha, ela se fecha. Mas o deslocamento suave nas arrancadas é garantido por um outro dispositivo, o conversor de torque.
Em câmbios automáticos convencionais, a embreagem não existe e seu trabalho é executado apenas pelo conversor. Esse mecanismo permite que, quando o carro começa a se movimentar, exista um “deslizamento” entre o motor e o câmbio – como se o motorista estivesse liberando a embreagem lentamente, para evitar solavancos.

O segredo desse sistema automático desenvolvido pela VW é usar o essa característica do conversor. É como se, o tempo todo, o motorista estivesse “queimando” a embreagem para compensar o uso de uma marcha mais longa em baixa velocidade, ou em subidas. Na prática, com o Stick Shift é possível arrancar até mesmo usando a marcha mais longa.

Curiosidades...


MODELOS ESPECIAIS VOLKSWAGEN - 1965

Retirado do folheto de propaganda da Volkswagen do Brasil - FOLHETO DE JANEIRO DE 1965


S E D A N

Fácil de dirigir, ágil no trânsito da cidade, o Volkswagen estaciona nas menores vagas.
Acomoda 5 pessoas e grande volume de bagagem. Rápido nas subidas, seu grande torque vence ladeiras de até 39%. As 4 marchas são sincronizadas, podendo engatar a 1ª. marcha até a 20 Km/h, sem precisar parar.
Tem chassi blindado inteiriço de aço e suspensão por barras de torção (praticamente inquebrável) indenpendente nas 4 rodas, proporcionando molejo suave e grande estabilidade, qualquer que seja a condição da rua ou estrada. E é econômico. O Sedan VW faz mais de 13 Km com 1 litro de gasolina.
Leva 2,5 litros de óleo no cárter, trocando a cada 2.500 Km. Fora a economia de pneus e manutenção.
O motor é de 36 HP, a 3.700 rotações por minuto - baixa rotação, menos desgaste.
Motor refrigerado a ar, que dispensa radiador, mangueiras, bomba d´água(ar não ferve).



RÁDIO-PATRULHA



O Sedan Volkswagen Rádio-Patrulha é equipado com sirene e pisca-pisca no teto. Seus vidros são de segurança, não estilhaçam. A píntura é em côr padrão polícia, com os dizeres "Polícia", na frente e atrás.




POLÍCIA RODOVIÁRIA - PRONTO-SOCÔRRO



O Sedan VW para Polícia Rodoviária é equipado com assento reclinável ao lado do motorista, facilitando o atendimento de pessoas feridas,em casos de urgência, e sirene e pisca-pisca no teto. A pintura em amarelo, com pára-lamas, pára-choques, rodas e calotas em prêto. Pode ser fornecido em côr branca, para Pronto-Socôrro, tipo "Samdu". Possui espaço especial, atrás, para eventual instalação de rádio-comunicação.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Apelidos


Pelo mundo afora, o Fusca ganhou diversos apelidos. O próprio nome Fusca é um deles que, de tão popular, acabou sendo batizado oficialmente com este título aqui no Brasil. Confira, a seguir.

Käfer ou Kugelporsche (Porsche-bola) - Alemanha

Sedan e depois Fusca (ou Fuca/Fuque) - Brasil

Coccinelle (joaninha)- França

Skathári (besouro) ou Skaravéos (escaravelho) - Grécia

Maggiolino - Itália

Vocho - México

Kupla (bolha) - Finlândia

Kodok (sapo) - Indonésia

Garbus (corcunda) - Polônia

Brouk - República Checa

Carocha - Portugal

Escarabajo (escaravelho) - Espanha e parte da América Latina

Hipushit - Israel

Kostenurka (tartaruga) - Bulgária

Ag-ru-ga - Iraque

Boble (bolha) - Noruega

Buba - Croácia

Bug ou Beetle (besouro) - Estados Unidos

Broscalanu’ ou Broscuţa (sapinho) - Romênia

Boblen (bolha) - Dinamarca

Peta (tartaruga) - Bolívia

Cepillo (Vassoura) - República Dominicana

Volky - Porto Rico

Cucaracha ou Cucarachita (Barata e Baratinha) - Guatemala

Weevil - Canadá

Foxi - Paquistão

Em 1950, chegou ao Brasil o primeiro lote de Fuscas importados da Alemanha, que contava com 30 unidades, comprado pela família Matarazzo.
O carro que teve a maior quilometragem sem fundir o motor é o Fusca. Em 1963, Albert Klein conseguiu bater o recorde de rodagem atingindo a marca de 12.512. 852 km.



O nome original do Fusca era KDF (Kraft Durch Freude, que significa "Força através da alegria"). Volkswagen, nome oficial do carro na Alemanha, foi dado originalmente pelo Opel, ligada à General Motors. Quando Hitler e sua comitiva visitaram o salão de Berlim, em 1938, um dos diretores apresentou o modelo KDF como Volkswagen (ou "carro do povo"). Tempos depois, tanto o nome da fábrica como o do carro mudaram para Volkswagen.

O Fusca é o carro que ficou mais tempo em produção em série no mundo inteiro, de 1934 - quando surgiram os primeiros protótipos - a 2003. Só vai perder o recorde neste ano para a Kombi.



Nos anos 30 na Alemanha, muitas pessoas não tinham garagem. Os carros ficavam na rua e a água do radiador congelava. O projeto da Porsche para o Fusca era ter refrigeração a ar, impedindo o congelamento da água.

De acordo com a FBVA, existem 76 clubes registrados no país. Todos tem fuscas no acervo. Do total de clubes, 47 estão no Sudeste.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008



O Fusca é, ainda hoje, um dos carros mais amados do mundo e um dos carros mais fáceis de se aplicar o tuning. O primeiro modelo de Fusca foi fabricado em 1935, na Alemanha, pela Volkswagen. De lá para cá tornou-se o carro mais vendido do mundo, mesmo tendo seu último modelo produzido em 2003, no México.

O que muita gente desconhece é que a história do Fusca teve muitos interesses e intervenções. Até um fábrica foi aberta durante o projeto do Fusca. Isso aconteceu no período da Segunda Guerra Mundial, teve influencia do próprio Hitler, e guarda até hoje muitos segredos. O projeto do Fusca tinha alguns objetivos militares, como: ser barato, econômico, facilmente adaptável e com espaço interno suficiente para levar uma família alemã tradicional (com dois adultos e três crianças) ou três soldados e suas metralhadoras.

Quando, finalmente, foi lançado não fez muito sucesso, porém logo sua versatilidade mecânica e baixo custo popularizaram o Fusca. As alterações no motor e na lataria do Fusca eram tão práticas e fáceis de montar que os fuscas tunados se espalharam por todo o mundo. Os Fuscas tunados possuem alterações desde caseiras, transformando-os em gaiolas, bajas ou triciclos até profissionais, que já geraram aviões, motos, barcos e bombas d’água ou geradores.

Os modelos adaptados de Fuscas Tunados, algumas vezes, chegam a superar os automóveis off-roads em alguns terrenos, devido a tração traseira original do fusca, seu peso baixo e o motor confiável. Mesmo com a parada da produção do fusca, ainda é fácil encontrar carros disponíveis para aplicar o tuning, já que o fusca é muito popular. É claro que muitos modelos encontrados nas ruas hoje estão em frangalhos, e a única saída para eles é construir um Fusca envenenado.

Curiosidades do Fusca


Uma das características mais importantes do fusca é a carroceria toda aparafusada (e não soldada, como de costume), o que facilita consertos e adaptações do Fusca Tunado. O motor do Fusca fica atrás, e o porta malas ocupa o espaço de baixo do capô, na frente. O Fusca, mesmo sem ser tunado, é capaz de flutuar na água.

O Fusca entrou para o Guinness Book depois de reunir 2728 carros no Encontro Nacional do Fusca que aconteceu no Autódromo de Interlagos, em 1995. Há também o Dia Nacional do Fusca, comemorado em 20 de Janeiro – fazendo parte do calendário oficial da cidade de São Paulo. Ano que vem, no Grande Prêmio de São Paulo, os Fuscas vão participar de uma prova especial só para Fuscas Tunados.

Curiosidades



Origem do nome PASSAT: vento alísio (persistente) que cruza a Europa, do leste para oeste. Traz, adicionalmente, o sentido de rapidez e velocidade.

1974: Lançamento do Passat nas versões L e LS.
Características: carroceria monobloco, motor dianteiro arrefecido a água, 4 cilindros, 1500 cc, 78 cv de potência, direção retrátil, suspensão dianteira auto-estabilizadora, pára-brisa temperado, sistema de freio de duplo circuito com ação independente em diagonal. Na frente, a grade de plástico preto une 2 faróis redondos, luzes indicadoras de direção embutidas nas extremidades dos pára-choques dianteiros, bloco de lanternas traseiras localizado entre o pára-choque e o friso longitudinal. Bancos dianteiros com 3 regulagens de descanso, ficando praticamente na horizontal, painel com uma camada de poliuretano injetado. Apenas em versão 2 portas. 1975 Lançamento da nova versão 4 portas: como no Passat 2 portas possui direção retrátil, suspensão dianteira auto-estabilizadora e sistema de freio de duplo circuito de ação cruzada. Mecanicamente não difere em nada do 2 portas. Mesma carroceria compacta com zonas deformáveis de segurança, ângulo de abertura das portas traseiras de quase 70 graus e mecanismo que trava as portas traseiras por dentro para impedir a abertura por crianças.

1976 Modificações: Bancos mais confortáveis, faixa central imitando madeira colocada no painel e eliminação dos frisos cromados. Lançamento da nova versão TS (Turismo Super) com 1600 cc, 96 cv de potência bruta e rodas e pneus mais largos.

1977 Modificações: novo sistema de marchas, engatadas com maior facilidade, alavanca de mudanças menor e ar-condicionado opcional. Na versão TS, novas faixas laterais em preto, fixadas na parte inferior, uma delas é mais larga incorporando o emblema "TS".

1978 Modificações: placa da buzina redesenhada, alteração do mecanismo do encosto dos bancos dianteiros facilitando o acesso a banco traseiro (para a versão 2 portas), suportes para os cintos de segurança. Opcional: desembaçador do vidro traseiro com acionamento por tecla no painel. Lançamento da nova versão SLE, com um alto padrão de luxo e desempenho. Características: motor 1600 cc, rodas e pneus mais largos iguais ao TS, painel de instrumentos e console iguais ao TS, faróis com lâmpadas halógenas e lâmina de borracha em todo o pára-choque. Opcional: ar-condiconado, apoio de cabeça para bancos dianteiros, descansa-braço retangular no centro do banco traseiro escamoteável, 2 apoios de cabeça para o banco traseiro e luz de leitura direcional. Lançamento do Passat Surf, uma nova versão com motor 1.5 arrefecido a água, 2 portas e acabamento exclusivo mais alegre e esportivo.

1979 Lançamento do Novo Passat: frente reestilizada com nova grade frontal, faróis retangulares, luzes direcionais envolventes, pára-choques redimensionados, espelhos retrovisores externos em preto. Interior: volante de menor diâmetro e totalmente espumado, novos revestimentos das portas e laterais, bolsa porta-objetos e novo descansa braço nas portas dianteiras, bancos mais anatômicos e nova manopla da alavanca de câmbio. Acabamento unicromático, exceto para a versão Surf e "spoiler" para a versão TS. Novidade: motor a álcool refrigerado a água, com desempenho similar, garantia e plano de manutenção (inclusive troca de óleo) iguais ao motor a gasolina.

1980 Modificações: acabamento interno unicromático de série para as versões LS, TS e LSE azul (nova tonalidade), preto e marrom. Novo apoio de cabeça regulável e removível para os bancos dianteiros, opcional para LS e LSE e de série para TS e Surf. Novo pino-trava nas portas em formato cônico.

1981 Novidade: motor 1.6 para a versão LS a álcool. 1982 Modificações: motor 1.6 para as versões LS (2, 3, e 4 portas) também a gasolina e sistema "life-time" para a transmissão, que elimina a necessidade de trocas de óleo periódicas. 1983 Modificações: frente mais agressiva com 4 faróis retangulares com lâmpadas halógenas, grades modificadas, "spoiler" dianteiro e frisos laterais de borracha altos e largos, ponteiras dos pára-choques, motor com maior desempenho e menor consumo de combustível, elevação do torque a baixas rotações (até 15% em circuito urbano), maior autonomia com o novo tanque de combustível de 60 litros, inclusão do motor 1.6 com carburador de 2 estágios e tubulação de retorno ao tanque de combustível excedente e pistões redesenhados. Novo câmbio com relações de marchas longas (opcional no LS e GLS).

Lançamento das novas versões GLS e GTS.

1984 Novos nomes de modelos: Special, LS Village, GTS Pointer e LSE Paddock.

Características: partida automática a frio nas versões a álcool, banco do motorista com regulagem de altura nas versões GTS e LSE, teto solar (opcional no GTS Pointer), novo revestimento interno e novas cores.
Special: preço mais competitivo, ventilação forçada com 2 velocidades, limpador do pára-brisa com temporizador, lavador com bomba elétrica, bancos dianteiros reclináveis e servo-freio.

LS Village: buzina caracol dupla, desembaçador do vidro traseiro, espelho retrovisor externo esquerdo com controle interno, pneus radiais 175/70 SR 13 e aquecimento. GTS Pointer: aquecimento, anti-embaçante, bancos Recaro com regulagem de altura, reclinador e apoios de cabeça, rádio AM/FM stéreo, vidros verdes com pára-brisa degradê, espelhos retrovisores externos com controle interno, ignição eletrônica, rodas de alumínio tala 5 com pneus radiais de aço, faróis halógenos, console central com vários instrumentos suplementares, cintos automáticos e como opcionais: teto-solar, rádio toca-fitas stereo e ar-condicionado.

LSE Paddock de 4 portas: quase os mesmos equipamentos de série que o GTS Pointer mais luzes de leitura individuais para os passageiros do banco traseiro, bolsa porta-revistas e apoio central e escamoteável no banco traseiro.

Lançamento da série especial Sport com motor 1.6 a álcool e caixa de câmbio tradicional de 4 marchas.

Lançamento do GTS Pointer 1.8: motorização idêntica à do Santana, freios novos, suspensão recalibrada, acabamento diferenciado, rodas esportivas de liga-leve tala 6, pneus radiais de aço série 60 (185/60 HR14), vidros verdes com pára-brisa degradê, anti-embaçante no vidro traseiro, espelhos retrovisores externos com controle interno, faróis com lâmpadas halógenas e spoiler dianteiro, bancos dianteiros Recaro com regulagem de altura para o do motorista, banco traseiro com apoio de cabeça e descansa braço central escamoteável, aquecimento interno, volante espumado, rádio AM/FM stereo, cintos de segurança automático e versões a álcool e a gasolina.

1985 Lançamento do Novo Passat com novidades tecnológicas e estéticas, desdeo painel inteiramente novo até o pára-choque de poliuretano.

Características: transmissão de 5 marchas, motor 1.8 para o GTS e novo pára-choque de peça única (mais largo e resistente), pára-choque dianteiro incorporando o "spoiler", as luzes indicadoras de direção e as aberturas de ventilação. Motor 1.6 para as versões Special e LS Village, novas lanternas traseiras com estrias pretas horizontais e 4 faróis dinateiros com lâmpadas halógenas. Para o LS Village e o GTS Pointer: espesso friso protetor lateral e para o GTS faixa decorativa em degradê e substituição de peças cromadas por acabamento em preto fosco. Painel com instrumentação completa nas 3 versões, com indicador de consumo, relógio digital, voltímetro, marcador de temperatura do óleo do motor e conta-giros. Novo volante (diferenciado para o GTS), rádio tipo "flat-nose", 4 alto-falantes, antena elétrica automática quando há toca fitas, acendedor de cigarros, cinzeiro, cintos de segurança de recolhimento automático de 3 pontos para os bancos dianteiros e duplo travamento. Teto solar e ar-condicionado opcionais. Bancos Recaro para a versão GTS.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Exposição



Exposição de FUSCAS contribui com campanha de brinquedos da PM

Solidariedade




MATÉRIA :JORNAL DIÁRIO DE MARÍLIA - 11/10/2007

A Campanha “Faça uma criança feliz”, da Polícia Militar ganhou mais um adepto nesta semana, o grupo Amigos do Fusca. Hoje e no próximo sábado, dia 13, eles promovem a exposição de carros antigos - a maioria Fuscas -, para arrecadar brinquedos que serão distribuídos até domingo em instituições e periferia da cidade.
O grupo é composto por dissidentes do Clube do Fusca. Luiz Gustavo Remaih e Marcelo Pompeu Messeder explicam que o objetivo é, além de difundir esta “paixão” pelo veículo, se engajar em projetos sociais.

O Tenente Edson Tiba, da Polícia Militar, desenvolve a campanha “Faça uma criança feliz” há oito anos. Os brinquedos estão sendo entregues desde o início desta semana. Para visitar a exposição de carros antigos, os organizadores solicitam um brinquedo novo ou usado, em bom estado de conservação, que será destinado à campanha.

Luiz Gustavo diz que outras ações devem acontecer sempre em datas comemorativas. A idéia é promover outros projetos que arrecadem alimentos - para cestas básicas - e brinquedos para o Natal das crianças. Todos os sábados eles se reúnem em um posto de combustível da cidade,ou na av. das Esmeraldas para trocar informações e trocar experiências.

FUSCA....



Até quem não é apaixonado por carro se amarra nesses carrinhos. Lá fora eles são chamados de "Bug" (inseto em inglês), "Beetle" (besouro em inglês), "Escarabajo" (escaravelho em espanhol) ou simplesmente Volksvagen (o fabricante :P ). Mas no Brasil é o famoso e adorado fusca, fusquete, fuscão, fusquinha, fuca, fuque e por aí vai. Quando o fusca saiu de linha, deu tanta saudade que, anos depois, o topetudo presidente Itamar Franco, em 94, mandou a volks fabricá-lo novamente. :) Pena que não durou muito tempo, logo saiu de linha novamente. Apesar do tempo, ainda é possível ver muitos fuscas na rua, muitos velhinhos outros conservados em formol e outros até "tunados", além do New Beetle, a versão modernizada do fusquinha. No méxico o fusca, como a gente conhece e ama, foi fabricado até 2003. Lá os taxistas adotaram o carrinho quase como carro oficial.
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Em cerca de 60 anos desde sua criação, o fusca tradicional teve muitas alterações, mas manteve o mesmo visual básico. Do pequeno motor de 995cc de 19cv da época em que foi projetado (em 1935/1936) até o de 1.584cc de 53cv atual, sua mecânica passou por inúmeras modificações, mas o seu conceito básico permaneceu o mesmo, com motor quatro cilindros traseiro, refrigerado a ar.

Seu projeto teve origem no início da década de 30 e foi desenvolvido por Ferdinand Porsche em sua própria garagem, em Stuttgart, na Alemanha, ainda hoje sede da Porsche. A proposta inicial previa motor de apenas dois cilindros, refrigerado a ar, que acabou não aprovado. Optou-se então pelo motor traseiro de quadro cilindros (boxer, oposto dois a dois) refrigerado a ar. A resistente suspensão, por barras de torção, reforçava a idéia de criar um carro econômico, resistente, barato e popular.

Em 22 de junho de 1934, era assinado o acordo entre a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã e Ferdinand Porsche, estabelecendo que a empresa de engenharia de Porsche deveria desenvolver o modelo e apresentar o primeiro protótipo em 10 meses. Mas o cronograma atrasou e o carro só ficou pronto em 1936. Porsche testava o primeiro protótipo de fusca, com motor refrigerado a ar, câmbio seco de quatro marchas e sistema elétrico de seis Volts. Os primeiros carros não tinham quebra-ventos nem pára-choques ou vidro traseiro e as portas se abriam ao contrário das atuais. Mas em 1936, o protótipo do Fusca ganhou carroceria semelhante à atual. Em 1937, outros 30 protótipos foram testados com o apoio da indústria automobilística alemã. A partir de 1938, foi iniciada a construção de uma fábrica em Hanover, onde seriam produzidas algumas unidades do modelo. Só em 1959 o Fusca (então com o nome de Sedan 1.200) começaria a ser fabricado no Brasil.